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Ácido Málico: confira os benefícios na produção de alimentos

Ácido málico na maçã

Ácido málico na maçã

É certo afirmar que a indústria de alimentos utiliza de diversos componentes químicos para dar ainda mais sabor e aperfeiçoamento para as suas criações de produtos alimentícios, para o vasto mercado de consumo de alimentos mundial. E como prova de que os componentes químicos ajudam e muito essa vasta indústria, temos o ácido málico para confirmar com ainda mais veemência essa afirmação.

Os diversos antioxidantes, conservantes, acidulantes, flavorizantes, aromatizantes, estabilizantes e também os umectantes são aliados fortes da indústria dos alimentos. Sem o uso desses componentes nos alimentos e bebidas industrializadas, a alimentação das pessoas de todo o mundo certamente seriam muito diferentes e muito mais difíceis e até mesmo restritos. Os conservantes de alimentos são poderosos agentes que inibem ou até mesmo atuam eliminando o desenvolvimento de invasores nos alimentos (como as bactérias, os fungos, os vírus e os protozoários).

Muitas pessoas comuns e até mesmo fabricantes de alimentos, podem escutar a palavra ácido e achar que ela, de maneira alguma, pode ter alguma ligação com a indústria de alimentos. Mas isso está bem longe de ser verdade! O ácido málico é um grande aliado dessa poderosa indústria e, como prova disso, no artigo de hoje, falaremos com mais detalhes acerca dessa substância e seus benefícios em diversos alimentos que são consumidos diariamente por pessoas de todo o mundo.

O que é o ácido málico?

O ácido málico é um ácido que pertence ao agrupamento dos ácidos carboxílicos. Essa substância está presente em grande demanda nas frutas naturais, como a pera e também a maçã. Em menores quantidades, ela também pode ser encontrada em outras frutas, como as frutas mais cítricas (temos como exemplo a laranja, a acerola, as uvas, as ameixas, a jabuticaba, o pêssego e etc), como também está presente em alguns vegetais.

Esse ácido pode ser definido como uma substância que chega a ser azeda e adstringente, sendo muito utilizada como: aromatizante, estabilizante e acidulante pelos fabricantes de alimentos.

Como aditivo para produtos voltados para o mercado de alimentação, o ácido málico é reconhecido pela numeração E E296. Vale ressaltar que essa substância é produzida de maneira natural pelo corpo humano, isso quando a fonte de carboidratos é convertida pelo corpo em energia para o dia a dia. O ácido málico está presente no sangue humano de maneira natural em uma proporção de 5 ppm.

Como usar corretamente o ácido málico?

O ácido málico pode ser produzido pela indústria de alimentos de maneira completamente artificial. A reação química que induz a essa produção artificial do produto em questão é ocasionada através do processo de aquecimento de anidrido maleico, com corrente a base de uma pressão.

A vasta indústria de alimentos se utiliza desse ácido para compor as suas geleias, diversas sobremesas, sorvetes, as suas famosas bebidas de frutas e também as marmeladas. No caso das bebidas de frutas artificiais, o ácido málico dispõe para esse produto o sabor azedo, que é característico desse produto industrializado.

A composição do ácido málico

O ácido málico pertence ao agrupamento dos ácidos carboxílicos, sendo um ácido orgânico. A sua fórmula química é a C4H6O5 (a sua nomenclatura oficial é ácido hidroxibutenodioico). Ele é um ácido que é solúvel em água. Ele é um componente diácido, que é apresentado sob o aspecto de cristais brancos quando é encontrado na sua forma pura. Esse ácido é inodoro e possui um sabor que pode ser considerado como forte e muito azedo. Quando encontrado para aquisição, ele é um componente que não contém glúten na sua formulação.

Vale ressaltar que esse ácido é pertencente ao ciclo de Krebs, sendo um ácido que é biodegradável e que participa da segunda etapa do processamento de respiração das células.

Esse tipo de produto também permanece estável a temperaturas ambientes, não devendo ser submetido a temperaturas que excedam 80°C e nem a umidade excessiva. O seu uso não é compatível com outros oxidantes que sejam mais concentrados e fortes, como: os metais alcalinos, as aminas e os carbonatos.

Como último ponto a ser apresentado, vale ressaltar que, mesmo que ele seja um ácido biodegradável, a sua decomposição feita da maneira incorreta pode produzir substâncias que são ruins para o meio ambiente, como o dióxido de carbono e o ácido maleico.

Os benefícios do ácido málico na produção de alimentos

Na vasta e rica indústria de alimentos, o produto em questão é considerado como um importante aliado e acidulante, flavorizante, aromatizante e estabilizante de alimentos e bebidas industrializadas. Como acidulante, ele promete neutralizar o sabor mais adocicado dos alimentos e também das bebidas, tornando esses produtos mais ácidos para serem melhor consumidos pelos consumidores finais.

Como ativador flavorizante, ele realça de maneira sucinta o bom sabor dos alimentos, mascarando quaisquer sabores que possam ser indesejáveis e estejam presentes nesses alimentos por conta de outros ingredientes que fazem parte da sua composição.

De modo geral, os fabricantes de refrigerantes, de sucos de frutas artificiais, de pós para sobremesas e de geléias, utilizam o ácido málico como acidulante.

Os alimentos que contêm o ácido málico

Algumas das fontes mais populares do ácido málico nos alimentos naturais são: a pêra, a maçã, as uvas, o abacaxi, a romã, as bananas, as cerejas ainda não maduras, os tomates ainda não maduros, o mirtilo, o pêssego, as ameixas, a amora silvestre, as framboesas, as frutas cítricas, alguns vegetais e etc.

Ácido málico é encontrado no abacaxi

Considerações finais sobre o ácido málico

Não há como negar que todos os alimentos que são industrializados precisam contar com alguns ingredientes específicos, como o ácido málico, para que seja mantido o seu bom sabor e até mesmo para que o alimento não estrague muito rapidamente nas prateleiras dos mercados.

Com o uso da substância do ácido málico, todos os alimentos e bebidas industrializadas serão melhor cuidados e processados, com a garantia de que chegarão nas melhores condições possíveis na mão dos consumidores finais ao redor de todo o mundo.

Esse com certeza deve ser o principal objetivo de todo fabricante de alimentos, não só ao usar o ácido málico, mas ao usar qualquer aditivo alimentar.

 

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